quinta-feira, 14 de abril de 2011

Função Logarítmica


Os logaritmos, como instrumento de cálculo, surgiram para realizar simplificações, uma vez que transformam multiplicações e divisões nas operações mais simples de soma e subtração.
Napier foi um dos que impulsionaram fortemente seu desenvolvimento, perto do início do século XVII. Ele é considerado o inventor dos logaritmos, muito embora outros matemáticos da época também tenham trabalhado com ele.
Já antes dos logaritmos, a simplificação das operações era realizada através das conhecidas relações trigonométricas, que relacionam produtos com somas ou subtrações. Esse processo de simplificação das operações envolvidas passou a ser conhecido como prostaférese, sendo largamente utilizado numa época em que as questões relativas à navegação e à astronomia estavam no centro das atenções.

De fato, efetuar multiplicações ou divisões entre números muito grandes era um processo bastante dispendioso em termos de tempo. A simplificação, provocada pela prostaférese, era relativa e, sendo assim, o problema ainda permanecia.

Os logaritmos criados por John Napier e Jobst Burgi, e posteriormente adaptados por Henry Briggs, possuem a seguinte lei de formação:

logab = x, onde:

a =
 base do logaritmo
b = logaritmando
x = logaritmo
Exemplos:

log39 ↔ 32 = 9
log10100 ↔ 102 = 100
log216 ↔ 24 = 16
log981 ↔ 92 = 81

A partir dessa definição podemos apresentar algumas definições que auxiliarão no desenvolvimento de algumas situações envolvendo logaritmo. Veja:

O logaritmo do número 1 em qualquer base sempre será igual a 0.

loga1 = 0, pois a0 = 1

O logaritmo de qualquer número a na própria base a será igual a 1.

logaa = 1, pois a1 = a

O logaritmo de uma potência da base é o expoente, em qualquer base.

logaam = m, pois m * logaa = m * 1 = m

A potência de base a e expoente logab é igual a b.

alogab = b, pois logab = x → ax = b

Dois logaritmos são iguais, quando seus logaritmandos forem iguais.

logab = logac ↔ b = c

O método dos logaritmos naturais foi proposto pela primeira vez em 1614, em um livro intitulado Mirifici Logarithmorum Canonis Descriptio, escrito por John Napier, Barão de Merchiston na Escócia, quatro anos após a publicação de sua memorável invenção. Este método contribuiu para o avanço da ciência, e especialmente a astronomia, fazendo com que cálculos muito difíceis se tornassem possíveis. Anterior à invenção de calculadoras e computadores, era uma ferramenta constantemente usada em observações, navegação e outros ramos da matemática prática. Além de sua imensa utilidade na realização de cálculos práticos, os logaritmos também têm um papel muito importante em matemática teórica.

De início, Napier chamou os logaritmos de "números artificiais" e os antilogaritmos de "números naturais. Mais tarde, Napier formou a palavra logaritmo, para significar um número que indica uma razão: λoγoς (logos) que significa razão, e αριθμoς (arithmos) significando número. Napier escolheu dessa forma porque a diferença entre dois logaritmos determina a razão entre os números dos quais eles são tomados, de forma que uma série aritmética de logaritmos corresponde a uma série geométrica de números. O termo antilogartimo foi introduzido no final do século XVII e, apesar de nunca ter sido usado muito na matemática, persistiu em coleções de tabelas até não ser mais usado.

      John Napier

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Conceito

Na maioria dos livros didáticos voltados para o Ensino Médio, encontramos como definição para o que seja o logaritmo de um número positivo x numa base a, positiva e diferente de 1, a seguinte expressão:
ou seja, o logaritmo de x na base a é o expoente ao qual devemos elevar o número a para obter x.
Evidentemente isso é verdade, entretanto nos causa uma dificuldade: sabemos o que significa calcular 23, 2-3, e mesmo , porém qual o significado que poderíamos atribuir a  ou ?

Dessa forma, precisamos de uma definição rigorosa para o que é um número positivo elevado a um expoente real qualquer, a fim de introduzir o conceito de logaritmo como acima.
É possível introduzir os logaritmos de outra maneira e, a partir daí, perceber que existe uma função logarítmica que é inversível e cuja inversa é a função exponencialdefinida para todo número real. Dessa maneira teremos resolvido o problema dos expoentes irracionais.
Em muitos livros de Cálculo Diferencial e Integral, encontramos a seguinte definição:
O logaritmo natural de um número x > 0 é a área da figura plana delimitada pelas retas t=1, t=x, o eixo Ot e a hipérbole y= , quando . No caso de x=1, essa área é zero, ou seja, o logaritmo natural de 1 é zero; quando 0 < x < 1, o logaritmo natural de x é o negativo da área da região delimitada pelas retas t=x, t=1, o eixo Ot e a hipérbole y= .
ln x é área da região hachurada

ln x é o negativo da área da região hachurada

Essa definição é geométrica e envolve o conceito de área de uma figura plana, formada por três segmentos de reta e um arco de curva. Esse problema pode ser precisamente resolvido através do conceito de integral definida, e a correspondente notação.
Em nosso caso, a figura plana considerada é formada por três segmentos de reta e o arco de uma curva especial, o ramo positivo da hipérbole y=, quando t varia de 1 a x ou de x a 1, conforme o caso considerado. Iremos denominar esse tipo de figura plana de região  ou , conforme x seja, respectivamente, maior ou menor do que 1.

domingo, 10 de abril de 2011

Grupo

 Equipe :                                  2ª Série do Ensino Médio   Turma : B
                                   
Agnes Raimundo - 02                     
Ana Letícia - 03
Barbara Sofia - 04
Melissa Lima - 17
Silvio Arthur - 20
Suellen Santos - 21

Trabalho Requisitado pelo professor Iedo Bezerra, da disciplina de Matemática, do Colégio José Correia Vianna.  

Propriedades

Aplicações

Os logaritmos possuem várias aplicações na Matemática e em diversas áreas do conhecimento, como Física, Biologia, Química, Medicina, Geografia entre outras. Iremos através de exemplos demonstrar a utilização das técnicas de logaritmos na busca de resultados para as variadas situações em questão.
Exemplo 1 – Matemática Financeira
Uma pessoa aplicou a importância de R$ 500,00 numa instituição bancária que paga juros mensais de 3,5%, no regime de juros compostos. Quanto tempo após a aplicação o montante será de R$ 3 500,00?

Resolução:
Nos casos envolvendo a determinação do tempo e juros compostos, a utilização das técnicas de logaritmos é imprescindível.

Fórmula para o cálculo dos juros compostos: M = C * (1 + i)t. De acordo com a situação problema, temos:

M (montante) = 3500
C (capital) = 500
 i  (taxa) = 3,5% = 0,035
 t = ?

M = C * (1 + i)t
3500 = 500 * (1 + 0,035)t
3500/500 = 1,035t
1,035t = 7

Aplicando logaritmo
log 1,035t = log 7
t * log 1,035 = log 7 (utilize tecla log da calculadora científica )
t * 0,0149 = 0,8451
t = 0,8451 / 0,0149
t = 56,7

O montante de R$ 3 500,00 será originado após 56 meses de aplicação.

Exemplo 2 – Geografia

Em uma determinada cidade, a taxa de crescimento populacional é de 3% ao ano, aproximadamente. Em quantos anos a população desta cidade irá dobrar, se a taxa de crescimento continuar a mesma?

População do ano-base = P0
População após um ano = P0 * (1,03) = P1
População após dois anos = P0 * (1,03)2= P2

População após x anos = P0 * (1,03)x = Px

Vamos supor que a população dobrará em relação ao ano-base após x anos, sendo assim, temos:

Px = 2*P0
P0 * (1,03)x = 2 * P0
1,03x = 2

Aplicando logaritmo

log 1,03x = log 2
x * log 1,03 = log2
x * 0,0128 = 0,3010
x = 0,3010 / 0,0128
x = 23,5

A população dobrará em aproximadamente 23,5 anos.


Exemplo 3 – Química

Determine o tempo que leva para que 1000 g de certa substância radioativa, que se desintegra a taxa de 2% ao ano, se reduza a 200 g. Utilize a seguinte expressão:
Q = Q0 * e–rt, em que Q é a massa da substância, r é a taxa e t é o tempo em anos.

Q = Q0 * e–rt
200 = 1000 * e–0,02t
200/1000 = e–0,02t
1/5 = e–0,02t (aplicando definição)
–0,02t = loge1/5
–0,02t = loge5–1
–0,02t = –loge5
–0,02t = –ln5 x(–1)
0,02t = ln5
t = ln5 / 0,02
t = 1,6094 / 0,02
t = 80,47

A substância levará 80,47 anos para se reduzir a 200 g.

Definição

Graficos

Função Logarítmica

Estudo do Sinal

Inequação logarítmica